V.L.C.
Estou
com 54 anos de idade, leciono à 28 anos, trabalho no Estado e no
município,. e confesso: cheguei no meu limite, minha intenção era
trabalhar 30 anos no Estado para não perder uma gratificação/promoção
pelo tempo, mas confesso que não está dando. Os últimos quatro anos
estava afastada pelo município por uma indicação política, porem, agora
fui obrigada a retomar e estou a ponto de enlouquecer, estou
literalmente em pânico de escola, de manhã de tarde e de noite eu não
suporto. estou vivendo a ponto de 20mg de diazepan para poder criar
coragem e ir trabalhar, porém o remédio me deixa prostrada de sono e eu
não consigo articular a mente.
M.
Sou
professora há 30 anos, e sempre o fiz com muito prazer. Atualmente,
tenho estado reclusa, sinto medo de pessoas, de multidões, tive uma
crise convulsiva na escola, tenho medo de tudo e de todos, sentimento de
rejeição por todos e meu médico caracterizou a síndrome. É realmente
muito sério…e o quadro só mudará se a EDUCAÇÃO do país for tratada de
forma diferenciada.
M.J.M
Fui
diagnosticada pelo psiquiatra, cujo laudo acusou a Síndrome de Bornout.
Como o SAS (Plano de Saúde dos professores), não funciona aqui no
Paraná, gastei horrores com idas e vindas em: psiquiatra, cardiologista,
neurologista e outros especialistas. Tudo com consultas particulares,
sem contar os remédios caríssimos que fiz e faço uso. Além das viagens,
pois as cidades onde existem esses especialistas ficam a 70 e 150 km de
onde resido. Há mais ou menos quatro anos estou em tratamento. O
psiquiatra pediu minha readaptação permanente, pois só de pensar que vou
retornar para sala me dá uma espécie de cansaço, meu coração dispara. À
noite acordo várias vezes com um zunido no ouvido, tenho enxaqueca
sempre que sofro fortes emoções ou decepções, além de sofrer de
hipotireoidismo, gastrite crônica. Acho que é só isso!
Ocorre
que no dia 22/05/13 tive que ir a Curitiba que fica cerca de 400 km de
onde moro, com todas as despesas (viagem, hotel, comida) pagas por mim,
para passar pela perícia médica.Em
menos de dez minutos, passei por duas médicas que não se identificaram,
me fizeram apressadamente algumas perguntas e uma delas disse: você tem
duas saídas ou volta para sala de aula ou pede sua aposentadoria
proporcional. Há 21 anos leciono e faltando apenas três anos para me
aposentar, não acho justo encerrar a minha carreira profissional dessa
forma, haja vista, que todas essas doenças desencadearam por conto do
descaso com a educação neste país.
J.M
Estou com 60 anos, trabalhei em escola municipal, estadual e por último em escola particular. Estou afastado da educação a 9 anos. Trabalhei como professor, coordenador administrativo e secretário. Após 10 anos em uma escola(última), pedi demissão, estava ficando louco. Não conseguia passar em frente a uma escola, não suportava ouvir os gritos dos alunos, tudo relacionado a escola me levava ao pânico. Cheguei a jogar pedras no pátio da escola em frente a minha casa. Procurei de imediato um psiquiatra. Tomei remédio durante anos como esquisofrénico. Sofria da síndrome Burnout e não sábia. Sabem o que está me curando: A NATUREZA, comprei uma chácara no interior de Minas, dei um basta nos remédios,estou me recuperando aos poucos, me livrei da bomba prestes a explodir…
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