Catarina Marques, 22 anos, trabalhava numa empresa onde se sentia profundamente desmotivada: o volume de trabalho era enorme, passava demasiadas horas sozinha no escritório e não via o seu trabalho a dar frutos. "Andava sempre mal disposta, triste e carrancuda, o que fazia de mim uma pessoa antipática, característica que não faz parte da minha personalidade", conta Catarina. Este cenário que muitos interpretam como uma simples depressão era, na verdade, um caso de "burnout".
A síndrome de "burnout" é um quadro clínico, uma perturbação psicológica ou uma alteração do comportamento que tem como principal fonte um desajustamento do indivíduo ao seu trabalho. Resulta do stress crônico provocado por razões laborais, podendo, em determinado momento, haver uma mudança em algum aspecto do trabalho ou até mesmo da vida pessoal que motiva a crise.
Catarina sabe bem o que é sentir o copo a transbordar. A jovem licenciada em Ciências da Comunicação, na vertente de assessoria, trabalhava como Assistente Administrativa num centro de formação. O fato de passar muitas horas sozinha e de serem poucos trabalhadores fez com que se começasse a sentir o trabalho como um fardo. Na sua rotina diária, sentiu modificações ao nível do seu "sentido de humor" e consequentemente, na forma como se "relacionava com os outros".
A jovem acabou por deixar o trabalho não só porque se sentia deprimida mas também porque tinha "consciência de que a empresa se encontrava em dificuldades econômicas e que não tinham capacidade de sustentabilidade".

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